O A3M está com edital aberto para novos projetos até o dia 17/11. Podem se inscrever professores e servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB).

 

    O Programa Aprendizagem para o Terceiro Milênio (A3M) é coordenado pelo Centro de Educação a Distância (CEAD/UnB) e busca promover, valorizar e apoiar iniciativas inovadoras de docentes da Universidade de Brasília visando melhorias no ensino e  aprendizagem, com ou sem o uso de novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Desde de 2017, ano do primeiro edital do programa, já passaram pelo Programa 55 projetos. 

    São aceitos projetos de todas as áreas do conhecimento. A professora da Faculdade de Educação da UnB, Andréia Lacé, submeteu em 2018 ao A3M, o projeto OEB: Poiese e Dissenso, um ambiente virtual e “gamificado” que funciona de forma colaborativa e desenvolve objetos de aprendizagem poéticos que fomentem o protagonismo do estudante e valorizem a experiência da pesquisa, da reflexão, da produção e do compartilhamento. “A gente utiliza as tecnologias digitais de informação e comunicação para oportunizar os espaços de aprendizagem, para além da sala de aula. A Poiese valoriza os tipos de linguagem, da linguagem corporal a linguagem poética, a linguagem teatral. Nós trabalhamos com diferentes tipos de linguagem para fazer síntese, para processos de sínteses do conhecimento. Então, a Poiese é uma oportunidade de experienciar esteticamente a aprendizagem” explica Andréia Lacé.

    Iniciativas deste tipo melhoram o ensino e aprendizagem dos alunos em sala de aula. A professora Andréia Lacé conta que a interação dos alunos com o projeto é ótima e que outros professores também estão utilizando a metodologia. Na Semana Universitária da UnB, que ocorreu em setembro, aconteceu uma exposição do para apresentar o projeto à universidade: “Fizemos uma exposição do projeto agora na Semana Universitária. A interação foi ótima o engajamento dos alunos é sempre muito boa” lembra. Andréia ressalta a importância do A3M para a universidade: “A Aprendizagem para o terceiro milênio é uma ação necessária, fundamental para a gente valorizar o ensino, o A3M tem esse ponto positivo de colocar o ensino na centralidade das ações da universidade porque a universidade trabalha no tripé: ensino, pesquisa e extensão”.

 

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Portifólio: http://educaemacao.cdtc.unb.br/portfolio.html

 

   O projeto do professora  do Instituto de Biologia, Alice Melo Ribeiro, trouxe uma ideia tecnológica e inovadora: utilizar plataformas tecnológicas de baixo custo para desenvolver  estações experimentais de Biologia e Química com o objetivo de deixar esse ambiente disponível para alunos presenciais e a distância. “Este projeto fica a experimentação remota para o ensino de Ciências. A ideia é termos práticas possíveis a distância em cursos presenciais ou não”. Explica Alice Ribeiro.

 

 

   As metodologias de aprendizagem que utilizam as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estão cada vez mais em discussão e desenvolvimento. Um dos principais pontos do A3M é o ensino inovador, considerando as novas tecnologias para melhorar a aprendizagem em sala de aula. O professor Felipe Felten, do Departamento de Linguística Portuguesa e Línguas Clássicas, destaca a importância do Programa: “O projeto A3M é meio explicativo ‘Aprendizagem para o terceiro milênio”, ele vem com propostas inovadoras que contribuem de forma efetiva. É uma proposta bem inovadora, necessária e fundamental”.

   O projeto Aplicativo web: Game-Libras, do professor Felipe Felten, começou a ser apoiado pelo A3M em 2017. O aplicativo web, ainda está em desenvolvimento, tem o objetivo de melhorar o processo de ensino e aprendizagem do ensino de Libras por meio de games, é oferecer material adequado aos estudantes surdos e não-surdos matriculados nas disciplinas de LSB básico e LSB básico EaD, oferecidos na Universidade de Brasília (UnB). O conteúdo do aplicativo é elaborado com base no conteúdo programático do curso.

 

 

    Entre famosos métodos de aprendizagem apoiados pelo A3M estão o método Trezentos, Summaê e o Rei e Rainha da Derivada, criados pelo professor da Faculdade de Engenharia (FGA/UnB), Ricardo Fragelli, na disciplina de Cálculo 1. Os métodos já existiam e já eram aplicados muito antes de serem apoiados pelo Programa A3M, a partir de 2017. Esses métodos de ensino são aplicados não só em cursos de engenharia mas são amplamente utilizados em diversas áreas do conhecimento, por exemplo, em Direito, Enfermagem, Comunicação dentre outros.

 

 

 

 A forma descontraída utilizada para ensinar conteúdos que, geralmente, tem um alto nível de reprovação, fez com que disciplinas com altos níveis de reprovação como é o caso da disciplina de Cálculo 1, aumentasse o nível de aprovação de 50% para 95%, utilizando o Método Trezentos: “Essa metodologia é utilizada por mais de mil professores em todo país desde a educação básica até a pós-graduação, em todas as áreas do conhecimento, mas ela nasceu em cálculo 1. Com ela nós melhoramos o índice de aprovação de 50% para 95%” explica Fragelli.

 O Método Trezentos é aplicado em sala de aula durante o semestre da disciplina Cálculo 1. Fragelli explica que a primeira avaliação serve como “termômetro” para avaliar o desempenho dos alunos. A primeira fase é a confecção dos grupos, organizados de forma aleatória, com alunos com bom e mal desempenho na primeira avaliação: “A primeira parte é a confecção de grupos. A segunda parte importante é a criação de metas que irão ser cumpridas pelos grupos: uma meta e um prazo. Então, para os alunos ajudados, geralmente, eles têm que refazer a prova anterior, eles têm que fazer listas de exercícios que são preparadas para eles e eles fazem uma outra lista em formato de prova que é inventada pelos ajudantes do grupo”.

 Além de ser muito conhecido e utilizado em várias áreas do conhecimento, o Método Trezentos recebeu o prêmio Santander Universidades em 2016, na categoria Melhor Metodologia de Apoio ao Aluno do País: “Nós ganhamos o primeiro lugar, isso foi muito bom. É uma das motivações do Projeto A3M que é dar visibilidade aos projetos da Universidade”. O projeto é apoiado pelo A3M desde 2017, com o objetivo de desenvolver um aplicativo para auxiliar a avaliação do método. O aplicativo ainda está em desenvolvimento.

 

Edital aberto

 

    As temáticas propostas devem considerar o desenvolvimento de metodologias ou de recursos educacionais que promovam estratégias de acolhimento e engajamento dos estudantes da universidade. Os projetos devem ser voltados para o ambiente virtual, com uso das tecnologias de informação e comunicação, buscando desenvolver recursos digitais para melhorar o ensino e aprendizagem.

    Foi disponibilizado pela Fundação Universidade de Brasília (FUB) recurso no valor de R$ 200 mil para financiar novos projetos. Após a aprovação, cada professor poderá escolher até quatro estudantes de graduação para serem bolsistas do projeto.

    As inscrições ocorrem até o dia 17/11. A submissão da proposta deverá ser enviada ao CEAD/CODAP, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O Resultado final está previsto para o dia 28/01/2020 e o início das atividades para 13/04/2020.